terça-feira, 25 de novembro de 2008

Companheiros de viagem

(por Alexandre Pelegi)

Foi no filme “Melhor É Impossível”, estrelado por Jack Nicholson e Helen Hunt, que ouvi uma daquelas declarações de amor que considero definitiva: “Você me faz querer ser alguém melhor”...

A frase, mais do que fazer a personagem vivida por Helen Hunt se desmanchar em lágrimas, levou-a a baixar a guarda e a desmontar todas aquelas defesas naturais que carregamos a tiracolo quando o assunto é amor.


A decisão de partilhar a vida com outra pessoa é um dos grandes fatores de mudança do ser humano. Se causamos esse desejo em alguém, ou se o oposto acontece, não importa o sujeito da ação: o que vale e fica é que fazemos, cada um a seu modo, a diferença na vida do outro. Mais que isso, mostra que cada um tem o poder de levar quem ama a abandonar o conforto do porto seguro para se atirar numa arriscada aventura em alto mar; a trocar o destino da viagem, seja ele qual for, pela companhia que esta experiência proporciona, não importa o norte, nem o roteiro a seguir.


Conhecer o mundo acompanhado é instigante e tentador. Descobrimos com o tempo e a experiência que a paisagem externa é sempre decidida pela companhia que trazemos na viagem. É quando entendemos que muito do que vemos do lado de fora da janela do avião ou do ônibus - não importa o veículo -, não está em nossos olhos, mas na emoção que trazemos conosco. O coração determina o que vemos e sentimos.


Viajar bem acompanhados, mesmo quando a solidão é nossa companheira opcional e consciente, é a melhor fonte de prazer, seja na vida ou no turismo. O que, convenhamos, dá no mesmo; afinal, estamos no mundo só de passagem...

Escolher, ou ser escolhido, torna não só nossa viagem terrena menos turbulenta, como inesquecível e reveladora...

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